sábado

BRINCAR DE SER



O QUE EU QUERO SER
QUANDO CRESCER?
EU SÓ QUERO SER,
SE FOR PRA SER SUA,
SE FOR PARA MINHA VIDA,
SE CONFUNDIR NA TUA,
NESSA CONFUSÃO QUE É VIVER,
SÓ QUERO SER GRANDE,
SE FOR PRA BRINCAR DE CORRER,
SE FOR PARA CORRER PRO TEU COLO,
E ESPERAR O DIA AMANHECER...

(CAROL MINEIRINHA)


quinta-feira

CORAÇÃO SEM CHAVE




QUERIA FECHAR MEU CORAÇÃO,
COMO SE FECHA A CAMISA
COM A CASA E 

O BOTÃO...


MAS ELE É TEIMOSO...

E INSISTE EM COLOCAR                

NO SÓTÃO


O QUE JÁ MANDEI PARA 




O PORÃO...


SÓ, TÃO RETICENTE...

SAUDADE VEM, SENTIMENTO LATENTE...

LÁ, TENTO, EM ALGUM LUGAR ENCHER O PEDAÇO

FAZER O NÓ VIRAR LAÇO...
À PROCURA DE ESPAÇO ME EMBARAÇO,

(COMO CECÍLIA MEIRELES

NA CANÇÃO)

E MINH'ALMA DORMENTE,

CARENTE DO AMOR QUE NÃO SE VÊ, 
MAS QUE SE SENTE...

QUE SENTA AO MEU LADO

PARA FALAR DE...PARA FAZER POESIA,
QUE TRAZ ALEGRIA E PREENCHE A MENTE...

QUE ME INSPIRA NA NOITE FRIA...

E ME INCENTIVA A DESFRUTAR O DIA...

(CAROL MINEIRINHA)







CORRESPONDÊNCIA



NÃO FOI COINCIDÊNCIA
A TUA CORRESPONDÊNCIA
CHEGAR NA MINHA RESIDÊNCIA...

O NOME DISSO É AMOR CORRESPONDIDO!


(CAROL MINEIRINHA)

MEIAS





MEIAS verdades 
São mentiras INTEIRAS 
E incomodam feito pedra no SAPATO...

(CAROL MINEIRINHA)





domingo

A vontade que não cabe...



Essa vontade incontida de viajar...
De mudar, de me deslocar...
Para um lugar onde eu possa te encontrar...
Me encontrar, me amar para te amar...

Essa vontade louca de correr, de viver...
De esquecer o que me faz sofrer...
De aprender que o desafio me faz crescer...
De dizer em alto som que “ser” vale mais que “ter”!

Essa vontade de sentir, de descobrir...
De ir e vir sem cair, sem destruir,
De ouvir você sorrir, e com você construir...
E “decir” da verdade dentro de mim...e a paz difundir.

Essa vontade de me recompor,
Depois de esta canção compor...
E de me dispor a abrir mão do orgulho por amor...
E com as asas da imaginação, as montanhas transpor...

Essa vontade de “hablar”, de “conocer”
E “escribir”, e “vivir”...E “vivir”...E “vivir”...

(CAROL MINEIRINHA)

terça-feira

PORTO SEGURO



PORTO, ABSORTO NO PENSAMENTO, NA EMOÇÃO,
REFLEXOS SOBRE A EXISTÊNCIA, SOBRE A VIDA, 
INDAGAÇÃO SOBRE A CONTRADIÇÃO DE UMA NAÇÃO...
TÃO PERDIDA, PARA TANTOS SÓ PÁTRIA QUERIDA...

EM LUGAR SEGURO, SUAS DÚVIDAS,
BUSCA E ANSEIA ANCORAR,
PORTO QUE SEJA TRANQUILO,
NÃO REVOLTO COMO O MAR...

COMO ONDAS, AS IDEIAS SE AGITAM...
ALGUNS A CONSIDERAM ABSURDAMENTE MALUCAS!
NO MUNDO ONDE TANTOS GRITAM...
EM VOZ SUAVE, DEUS DIZ: CONFIA EM MIM LUCAS!

HÁ PORTO SEGURO, LHE ASSEGURO!!!SERENO, PLENO...
RECONHEÇO: PAGOU O PREÇO QUE NÃO MEREÇO!

É A BRISA, CALMARIA, RAZÃO DA NOSSA ALEGRIA,
PRINCÍPIO E FIM, LUZ E VIDA, VERBO ENCARNADO!
JESUS, FILHO DE DEUS, GERADO EM MARIA,
QUE ACALMA, AMA E LIBERTA DO PECADO!

(CAROL MINEIRINHA- poema que escrevi para Lucas Porto, um blogueiro inconformado)



E todas as noites me pego vendo as suas fotos,
Me apego olhando o seu olhar, o seu sorriso, 
Estou acordada, mas sei que você é um sonho,
A aproximação entre o real e o que idealizo...

E a amizade, esse sentimento bom,
É tão forte, tão puro, tão seguro
Como é um grande amor...
E não importa o que vier
Irei aonde estiver, onde você for...


(CAROL MINEIRINHA)

quarta-feira

FALTA VOCÊ


O que falta para dar certo?
Uma palavra?Um passo?
Ou um gesto feito de perto?

O que transformará a fantasia em realidade?
Uma declaração, um sussuro, um beijo...
Ou um outdoor escancarando a verdade?

Que liberdade é essa, se me prendo cada vez mais?
Não tenho tranquilidade, se essa ligação me tira a paz...
Quero fazer pouso maduro, achar porto seguro, como nossos pais...

Que o meu amor não seja só encantamento...
Que não seja só momento, que perdure por todo o tempo...
E que não vá embora com a rapidez de um pensamento...

Que seja guiado pelo meu Deus, o único caminho, meu Salvador!
Que Ele seja a base, o centro, o caminho, a direção, meu Senhor!
Que tenhamos fé e esperança, perseverantes no AMOR!!!


(CAROL MINEIRINHA)

quinta-feira

ABAIXO O JURIDIQUÊS!




           Temos lido ultimamente em vários jornais da grande imprensa e em algumas publicações destinadas aos operadores do direito que não é aceitável manter-se o linguajar pomposo e rebuscado, posto que vetusto, dessas pessoas quando formulam seus pedidos, fazem suas acusações e julgam seus processos.

        Há que se ter, dizem os defensores do novo estilo, um canal de comunicação mais direto com a população que permita o entendimento desse linguajar por parte da cidadania a quem ele é dirigido.

       Reconheça-se que aqui e ali há algum exagero. Certo também é que há palavras, embora vernaculares que extrapolam o limite do conhecimento do homem médio. Ainda recentemente após um trabalho feito perante uma corte de julgadores tivemos que explicar a um companheiro mais novo o significado da palavra “algibeira” que nos fora assacada como acusação, por termos argüido vigoroso problema de ordem jurídica preliminar. Como explicar o significado dessa palavra para quem nunca conheceu um colete, aquela peça da indumentária colocada por baixo do paletó?

        Mas, resolvemos aderir. Recebemos, em nosso escritório a visita de uma dupla de cultores do funk que nos apresentavam um problema de ordem familiar. O casal havia rompido de fato seus laços conjugais a partir do instante em que o varão descobrira estar sendo traído pela virago. Ela havia rompido a affectio maritalis. Não havia prole a ser protegida quer com o estabelecimento, ainda que comum, do poder familiar, quer pela fixação dos alimentos indispensáveis à sobrevivência desses filhos inexistentes.

       A varoa dispensava a proteção do marido para seu sustento. Dizia-se independente. E como tal, retirou-se do colóquio amigável que vinha sendo mantido instando seu companheiro a tomar as providências pertinentes. Contratados, solicitamos ao marido que retornasse quarenta e oito horas depois para assinar conosco a peça vestibular que iríamos destinar ao magistrado.

        Passados os dois dias, retornou o varão a quem foi dado o exame da inicial e solicitado apusesse sua firma na folha derradeira do pedido endereçado ao juiz.

       Furioso o ilustre cliente repreendeu-nos pelo linguajar gongórico e instou-nos a fazer um trabalho mais acessível ao seu nível de compreensão.

      Já para tal trabalho dobramos o preço avençado anteriormente que foi aceito sem rebuços e pedimos uma semana para fazermos a adaptação do mesmo ao estilo de vida do cliente.

      Após o decurso dessa semana, em que nos fizemos assessorar por diferentes ramos da juventude hodierna, recebemos o cliente e a ele submetemos o novo trabalho, que foi aceito sem qualquer questiúncula. Eis como ficou a inicial:


Ô da toga

Mano 13, fanqueiro, tô pedindo um barato louco porque tô separando da distinta.

Sô sangue bom.

Sô sinistro, mas a chapa tá quente.

A traíra se meteu com uns talarico. Tô na fita, num dá mais.

A coisa tá irada, tá bombando e eu quero que teja tudo dominado.

E aí lixo? Se tocou?

Fecha cum nóis.

São Paulo, oje.

Assinado:

Adevogados.
       Ainda não tivemos coragem de submeter essa petição ao Poder Jurisdicional. Ficamos na torcida pela reconciliação. Estamos em dúvida sobre qual será a reação do ínclito magistrado . Quem sabe tenha ele se adaptado aos novos tempos... Mas, pode ser que ele se limite a despachar: Com tal petição vê-se que a parte está indefesa no processo. Remeta-se à Comissão de Ética da OAB para que tome as providências que o caso requer.

        É como daquele ditado: Cada terra com seu uso e cada roca com seu fuso.

Revista Jus Vigilantibus, Quarta-feira, 4 de maio de 2005 (por Alberto Rollo; Janine Rollo)

domingo

Carta de um cavalheiro



    "É estranho pensar que não a vejo há um mês, eu vi a lua nova, mas não vi você. Eu vi crepúsculos e alvoreceres, mas não vi seu belo rosto. Você partiu meu coração em pedaços tão pequenos, que passariam pelo buraco de uma agulha.
    Sinto saudades de você como o sol sente saudade das flores, como ele sente saudades das flores no inverno mais profundo.
    Em vez de iluminar a beleza, meu coração se congela no frio da sua ausência. Sinto os lugares vazios e frios quando neles você não está.
   A esperança me faz suportar os dias e especialmente as noites, de que a última despedida não tenha sido nosso último encontro.
    Com todo o meu amor..."